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	<title>Revista de Nossa Senhora &#187; Agosto &#8211; 2012</title>
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		<title>Edição Agosto de 2012</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2012 19:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
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		<category><![CDATA[Agosto - 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-842" title="revista-agosto" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2012/12/revista-agosto-115x155.jpg" alt="" width="115" height="155" /></p>
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		<title>Pra começo de conversa&#8230; Caros Leitores</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2012 10:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto - 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos nós sabemos que, batizados que somos, temos um compromisso com a evangelização. A assembleia do CELAM, realizada na cidade de Aparecida, SP, em 2007, &#8211; lembram-se? &#8211; , com a presença do Papa Bento XVI, produziu um vigoroso documento, tratando exatamente de nossa missão de evangelizar, missão que nos envolve a todos, bispos, padres, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-679" title="" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/site21.jpg" alt="" width="250" height="337" />Todos nós sabemos que, batizados que somos, temos um compromisso com a evangelização. A assembleia do CELAM, realizada na cidade de Aparecida, SP, em 2007, &#8211; lembram-se? &#8211; , com a presença do Papa Bento XVI, produziu um vigoroso documento, tratando exatamente de nossa missão de evangelizar, missão que nos envolve a todos, bispos, padres, religiosos, leigos e leigas.</p>
<p>Em seu n.º 134, diz: “ Como discípulos e missionários, somos chamados a intensificar nossa resposta de fé e anunciar que Cristo redimiu todos os pecados da humanidade, no aspecto mais paradoxal de seu mistério, a hora da cruz. O grito de Jesus: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? “ (Mc.15, 34) não revela a angústia de um desesperado, mas a oração do Filho que oferece a sua vida ao Pai no amor para a salvação de todos.</p>
<p>O texto continua no número seguinte: “ A resposta ao seu chamado exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano, que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente de quem sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus que come com publicamos e pecadores, que acolhe os pequenos e as crianças, que cura os leprosos, que perdoa e liberta a mulher pecadora, que fala com a samaritana.”</p>
<p>Mais adiante, o documento nos lembra que assim como Jesus é testemunha do mistério do Pai, assim os discípulos são testemunhas da morte e ressurreição do Senhor até que Ele retorne. Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da vocação mesma.</p>
<p>Caros leitores, em um de nossos editoriais, dizíamos que a vocação missionária “Ad Gentes” é algo gestado em nossas origens, faz parte do DNA dos MSC. Assim, esse preâmbulo quer chamar sua atenção para um tema especial desse número de nossa revista.</p>
<p>Trata-se do artigo intitulado Santuário em seu Lar, uma iniciativa apostólica, uma espécie de Escola Missionária, composta de padres, seminaristas e leigos de nossas de nossas paróquias, os quais, devidamente preparados, colocam-se a serviço de outras comunidades que têm à sua frente padres missionários do Sagrado Coração, da Província de São Paulo.</p>
<p>A primeira experiência aconteceu na paróquia da Aparecida, cidade de Bauru, SP, localidade donde, na década de 1910, os nossos padres se espalharam por aquela região, assumindo várias comunidades. Segundo o autor do artigo, o trabalho foi coroado de pleno êxito, o que vocês poderão conferir ao ler a matéria.</p>
<p>Mas esse número de ANAIS tem ainda muita coisa boa. Vale a pena ler e refletir.</p>
<p><em><strong>A REDAÇÃO</strong></em></p>
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		<title>O culto na época do Novo Testamento</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2012 10:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto - 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Entende-se por época do Novo Testamento o período que transcorreu entre a morte de Cristo e a morte do último apóstolo, época também chamada era apostólica. Ainda sob o impacto da ligação direta com um apóstolo vivente..]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-676" title="" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/site11.jpg" alt="" width="250" height="375" />Entende-se por época do Novo Testamento o período que transcorreu entre a morte de Cristo e a morte do último apóstolo, época também chamada era apostólica. Ainda sob o impacto da ligação direta com um apóstolo vivente, a comunidade cristã desse período tinha no culto o seu modelo de identificação. O evento Cristo, assumido por Jesus de Nazaré, foi uma explosão querigmática marcada pelo anúncio do Evangelho da salvação e de curas que indicavam a presença de Deus libertando seu povo e introduzindo o homem na situação metafísica do amor (Agape). Não era um movimento sistemático, mas querigmático. Isso marcou, de certa forma, a estrutura e a liturgia da comunidade apostólica, que foi pouco a pouco definindo o que era de natureza cristã e de natureza judaica. Porém, o culto da era apostólica pode ser definido de forma clara.</p>
<p>Em primeiro lugar, era um culto de profundas raízes judaicas, tanto bíblicas como extra-bíblicas, culto marcado pela história e pela memória. Deus tem presença ativa na história e estabelece com seu povo uma aliança, fundada na recordação do Êxodo. Dessa forma, Israel consegue superar a dimensão naturalista do culto, dando-lhe um significado histórico e construindo o memorial, cuja organização interna segue a tríplice dimensão do tempo: evoca o passado para celebrar o presente e fortalecer a esperança no futuro em torno do “Êxodo definitivo”. Assim o culto de Israel contém um movimento de esperança e uma tensão escatológica voltada para o futuro. A segunda característica do culto na era apostólica é sua originalidade, fundada na distinção da liturgia judaica à medida em que o cristianismo se diferencia do judaísmo. Surge entre os cristãos uma estranha anticultualidade que recusa os paradigmas judaicos e pagãos, evitando termos técnicos como templo, sacerdote, altar e sacrifício.</p>
<p>Na verdade, esse comportamento representa as atitudes de Jesus diante do culto. Embora fosse um homem de oração e de participação no culto de Israel, Jesus também transgride, em favor da salvação, leis cultuais rigorosas, como a lei do sábado e da pureza ritual, além de tornar relativo o significado do Templo. Esse último elemento torna-se credencial para sua pena de morte e motivo de zombaria ao Condenado que morria na cruz (Mc 13,29). O culto que Jesus propôs é um culto em espírito e verdade (Jo 4,20).</p>
<p>Baseados nisso, os cristãos da primeira hora lançam-se com entusiasmo dando um caráter extático à experiência de fé e proclamando com ousadia que Jesus Cristo é o Senhor. Assim dão a fundamentação do novo culto: o agape de Deus revelado em Jesus Cristo, morto e ressuscitado para sempre.</p>
<p>Uma nova categoria de culto surge no horizonte do cristianismo primitivo: o culto de uma vida vivida no Senhor. Ela é pautada pelas ações e pelos dons do Espírito Santo. Não se trata de um culto ritual, mas de um culto espiritual que representa a vida do dia a dia, vivida na koinonia (serviço) do Espírito Santo. É um conceito paulino de relevância e só pode representar a vida vivida no amor. Porém, esse culto só se mantém cm conexão com o culto ritual da liturgia. Assim, o papel da assembleia litúrgica ganha força no cristianismo da era apostólica e o termo ekklesía torna-se técnico para definir a comunidade cristã. É a partir da liturgia que a comunidade cristã ganha o nome de Igreja.</p>
<p>Além da Eucaristia, agora os cristãos assumem o batismo como rito que gera um novo cristão. Evangelização, fé e conversão constituem o trinômio que garante o batismo (cf. At 2,41; 8,12; 18,18). Por meio dele o cristão é implantado na situação metafísica do amor e integrado na Igreja de Cristo, que tem como fundamento o ensino dos apóstolos, a comunhão fraterna, a fração do pão e as orações (At 2,42).</p>
<p>No primeiro momento, os cristãos afastam-se um pouco da Torá judaica para viver o ensino de Jesus (didaché) transmitido pelos apóstolos. Na Liturgia da Palavra seguem o modelo sinagogal. A seguir realizam a koinonia (comunhão fraterna), seja na refeição comum ou na ajuda aos necessitados da comunidade. Em seguida, realizam a fração do pão (eucaristia), que é a ceia do Senhor descrita em 1Cor 11,20.</p>
<p>Reúnem-se em casas particulares no primeiro dia da semana, num estilo bastante simples e doméstico. Experimentavam fortemente o caráter extático da liturgia, pelo qual clamavam maranathá: Vem, Senhor Jesus (Ap 22,20; 1Cor 16,22). As orações representam, sobretudo, o sagrado costume hebraico de cantar os salmos nas horas canônicas. Provavelmente, era uma prática que os cristãos faziam juntamente com os judeus, embora, para os convertidos a Cristo, cada verso tivesse um sabor cristológico.</p>
<p><em><strong>Fr. Michel dos Santos, MSC é Seminarista Religioso e cursa o 4º. Ano de Teologia na PUC/SP</strong></em></p>
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		<title>EX Padres e EX Freiras</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2012 10:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Agosto - 2012]]></category>

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		<description><![CDATA[Nós que prosseguimos, devemos a eles o respeito de irmãos e irmãs. Caminharam conosco por anos, sonhando os mesmos sonhos e sofrendo as mesmas dores do reino, até que para eles e elas ficou difícil continuar a servir a Deus dessa maneira. Não deu mais. Alguns podem ter perdido a fé e a perspectiva, mas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-673" title="" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/site3.jpg" alt="" width="250" height="375" />Nós que prosseguimos, devemos a eles o respeito de irmãos e irmãs. Caminharam conosco por anos, sonhando os mesmos sonhos e sofrendo as mesmas dores do reino, até que para eles e elas ficou difícil continuar a servir a Deus dessa maneira. Não deu mais. Alguns podem ter perdido a fé e a perspectiva, mas a maioria continuou amando a Jesus e à Igreja e servindo ao Senhor. Não perderam a vocação . Só não foi mais possível servir e amar num convento, no celibato ou no ministério . Para eles ficou difícil demais prosseguir naquele caminho de vida . Para não servirem a Deus infelizes e desajustados, procuraram seu ajuste noutro caminho.</p>
<p>Há quem os diminua por isso.</p>
<p>Há quem fale em perda, fuga, infidelidade e fracasso; o que é injusto, porque há fracassados que continuam, mas servindo sem amor e há muitos deles que se tornaram pessoas melhores depois da mudança de vida. Cada caso é um caso!</p>
<p>Nós que ficamos nos conventos, nas paróquias, nas pastorais e achamos que podemos ir até o fim, temos mais é que respeitá-los. Por um tempo conseguiram, cheios de zelo e amor, ajudar o povo de Deus como padres, freiras e irmãos. Foi vocação. Sentiram-se chamados. Houve um momento em que, ou não foi mais possível responder daquele jeito ou sentiram-se chamados a outro caminho. Pediram licença, fizeram tudo nos conformes. Mas, ficar não dava mais. Em nenhum momento quiseram desafiar a Igreja, mas o coração pedia um lar, um amor ou um outro caminho de serviço.</p>
<p>Falo dos maduros. Sofreram e ainda sofrem bastante com suas opções. Tenho vários amigos e amigas, maravilhosos em tudo, que já exerceram o ministério sacerdotal e já viveram como religiosas. Aprendi e ainda aprendo muito com eles. Nunca me achei melhor do que eles só porque continuo. Nem sei se os entendo, porque não passei pelo que eles passaram. Mas de ouvi-los, sei o quanto sofreram e ainda sofrem.</p>
<p>Continuam companheiros. Alguns adorariam poder atuar, mas nossa Igreja ainda não fez esta opção. Enquanto isso, prosseguem com saudade, mas sem mágoa, na mesma direção do mesmo reino . Mudaram de veículo, mas não de destino. Nunca os chamo de ex padres ou ex freiras. Chamo-os de irmãos. É o que são. Um dia nossa igreja saberá aproveitar melhor suas capacidades.</p>
<p>Enquanto isso não acontece, que sejam vistos como servidores de Deus, lá onde agora estão, alguns mais, outros menos felizes, outros infelizes como antes. Julgá-los, nunca ! Essas coisas do coração e da fé não podem ser medidas na base do era e não é mais. A maioria continua viajando na direção do mesmo infinito, amando como antes. Se você nunca viveu perto deles ou delas, não terá uma ideia do quanto lhes dói a palavra ex. Não a use. Eles não a merecem.</p>
<p><em><strong>Pe. Zezinho, SCJ é músico e escritor. Tem aproximadamente 85 livros publicados e mais de 115 álbuns musicais. www.padrezezinhoscj.com</strong></em></p>
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