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	<title>Revista de Nossa Senhora &#187; Novembro &#8211; 2015</title>
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	<description>Revista de Nossa Senhora</description>
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		<title>Mãe, não quero nada</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2015 09:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro - 2015]]></category>

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		<description><![CDATA[Mãe, não quero nada, Vim apenas te ver. Não leves a mal que eu esqueça os pedidos que me fizeram para eu te fazer. Não é egoísmo, Senhora, e a prova é que não farei também nenhum pedido para mim, nem desejo serenar-me, contemplando teu rosto sereno. Em nome de todos os homens que vivem [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna4.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1846" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna4.jpg" alt="interna4" width="300" height="402" /></a>Mãe, não quero nada,</em><br />
<em>Vim apenas te ver.</em><br />
<em>Não leves a mal que </em><br />
<em>eu esqueça os pedidos que </em><br />
<em>me fizeram para eu te fazer.</em><br />
<em>Não é egoísmo, Senhora, e a </em><br />
<em>prova é que não farei também </em><br />
<em>nenhum pedido para mim, </em><br />
<em>nem desejo serenar-me, </em><br />
<em>contemplando teu rosto sereno.</em><br />
<em>Em nome de todos os homens </em><br />
<em>que vivem te suplicando, </em><br />
<em>Em nome de todos os irmãos que já se aproximam de ti de mãos estendidas, </em><br />
<em>Deixa que eu esqueça um momento o </em><br />
<em>vale de lágrimas, a terra das tristezas,</em><br />
<em>Nossa miséria de mendigos,</em><br />
<em>Nossa pobreza de criaturas,</em><br />
<em>nossa tristeza de pecadores,</em><br />
<em>Para saudar-te, Rainha dos Anjos, </em><br />
<em>Virgem-Mãe de Deus!</em><br />
<em>Bendito seja o Criador de tuas mãos </em><br />
<em>sem mancha por onde passa toda a luz</em><br />
<em>Que tomba sobre a escuridão dos homens!</em><br />
<em>Bendito seja o Criador de teu olhar boníssimo que tem o dom de </em><br />
<em>acender a esperança das almas desalentadas, nos corações </em><br />
<em>em desespero, à beira do abismo, </em><br />
<em>do irremediável, do fim!</em><br />
<em>Bendito o Criador de tua sombra </em><br />
<em>suavíssima pois já notei, Mãe querida,</em><br />
<em>Que basta a tua lembrança, </em><br />
<em>o teu perfume para encher a solidão </em><br />
<em>da vida, a solidão do homem.</em><br />
<em>Mãe, não quero nada.</em><br />
<em>Vim apenas te ver.</em><br />
<em> </em><br />
<em>Dom Helder Câmara</em></p>
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		<title>Novembro de 2015</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2015 09:38:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Edições]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro - 2015]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/capa-novembro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1842" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/capa-novembro.jpg" alt="Revista Nossa Senhora - novembro15.indd" width="240" height="324" /></a></p>
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		<title>A Missão Incompleta</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2015 09:34:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro - 2015]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem visita Kerala, na Índia, faz contato com as comunidades católicas de rito siro-malabar, cuja origem é atribuída à presença do apóstolo São Tomé, que ali viveu e morreu, ainda no primeiro século da Igreja de Jesus Cristo.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1836" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna1.jpg" alt="interna1" width="350" height="246" /></a>Quem visita Kerala, na Índia, faz contato com as comunidades católicas de rito siro-malabar, cuja origem é atribuída à presença do apóstolo São Tomé, que ali viveu e morreu, ainda no primeiro século da Igreja de Jesus Cristo. Seu notável périplo obedecia ao último mandato de Jesus: “Ide e fazei para mim discípulos de todas as nações”. (Mt 28,19.)</p>
<p>Já no Século XVI, exatamente em 6 de maio de 1542, desembarcava da nau Santiago, no porto indiano de Goa, o nobre espanhol, hoje conhecido como o santo jesuíta, Francisco Xavier. Além da Índia, o discípulo de Inácio de Loyola evangelizou na Malásia, Sri Lanka, Indonésia Oriental, Japão e China, onde morreu. Passados vinte séculos do imperativo de Jesus Cristo, como anda a missão de anunciar a Boa Nova? Os demógrafos avaliam em 7,2 bilhões de pessoas a população do planeta Terra. Apenas seis nações reúnem quase a metade desse total: China, Índia, Japão, Indonésia, Bangladesh e Paquistão. Teriam ali ouvido o anúncio do Evangelho? Dessa população inteira apenas três por cento aderiram ao Salvador, que deu sua vida por nós.</p>
<p>Tudo indica que faltaram missionários suficientes para o anúncio desejado por Jesus Cristo. Já em sua época, Francisco Xavier clamava pela presença desses missionários. Em uma de suas cartas, datada de 1542, ele escrevia: “Percorremos as aldeias de neófitos, que receberam os sacramentos cristãos há poucos anos. Esta região não é cultivada pelos portugueses, já que é muito estéril e pobre; e os cristãos indígenas, por falta de sacerdotes, nada sabem a não ser que são cristãos. Nestas paragens, são muitíssimos aqueles que não se tornam cristãos, simplesmente pela falta de quem os faça tais. Veio-me muitas vezes o pensamento de ir pelas academias da Europa, particularmente a de Paris, e por toda parte gritar como louco e sacudir aqueles que têm mais ciência do que caridade, clamando: ‘Oh! Como é enorme o número dos que, excluídos do céu, por vossa culpa se precipitam nos infernos!’Quem dera que eles se dedicassem a esta obra com o mesmo interesse com que se dedicam às letras, para que pudessem prestar contas a Deus da ciência e dos talentos recebidos!”</p>
<p>Sei que os tempos são outros. Talvez nem acreditem mais no inferno. Em defesa das culturas locais, talvez acusem o Evangelho de força de destruição. Mas de uma coisa eu tenho certeza: a missão está incompleta&#8230;</p>
<p><em><strong>Antônio Carlos Santini, Comunidade Nova Aliança</strong></em></p>
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		<title>Testemunhar a Fé com Alegria</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2015 09:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro - 2015]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos num tempo em que se fala muito em crise vocacional na vida sacerdotal e religiosa. Também notamos a dificuldade que muitas paróquias vêm enfrentando com a falta de agentes de pastoral ou lideranças comunitárias ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna3.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1831" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2015/11/interna3.jpg" alt="interna3" width="359" height="193" /></a>Vivemos num tempo em que se fala muito em crise vocacional na vida sacerdotal e religiosa. Também notamos a dificuldade que muitas paróquias vêm enfrentando com a falta de agentes de pastoral ou lideranças comunitárias que estejam realmente dispostas a se dedicarem pela vida e ação evangelizadora da Igreja. A missão da Igreja é missão de todos e de cada um de nós, é compromisso de todo cristão batizado assumir na Igreja o seu lugar na dinâmica da anunciação do Evangelho de Cristo e na construção do Reino.</p>
<p>A falta de compromisso e os muitos afazeres do dia a dia estão fazendo das pessoas meras expectadoras eclesiais, utilizando-se da Igreja como prestadora de serviços. Não sabem que a ação missionária da Igreja é muito mais que um serviço eclesial prestado, mas uma prática que significa e resignifica a vida, dando-lhe sentido, valor, ordem e maturidade na fé. Também não podemos confundir esta ação com um mero voluntariado, mas uma missão batismal e vocacional dada pelo próprio Cristo a cada pessoa para que o mundo o conheça e creia.</p>
<p>A vida pastoral dentro da Igreja deve ser entendida como uma experiência pessoal de fé que foi colocada em prática. São inúmeros os movimentos e pastorais dentro da Igreja e neles há espaço para todas as pessoas com suas qualidades, habilidades e dons que, partilhados, constroem uma nova civilização.</p>
<p>Para Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, “urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino: como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé&#8230; É necessário que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a cooperar em construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”.</p>
<p>De fato, quando falamos em missão da Igreja estamos falando da vocação de cada cristão que forma assim o rosto missionário da Igreja de Cristo. Ninguém está de fora ou dispensado do seu compromisso evangelizador. Para isso, é necessário desmistificar essa ideia de que vocacionadas são somente aquelas pessoas que se dedicam aos ministérios ordenados ou à vida consagrada. Na verdade, a vocação é um chamado a toda pessoa batizada e inserida numa comunidade de fé. Os leigos e as leigas das nossas comunidades precisam descobrir este caminho de serviço e doação como um caminho de auto-realização pessoal e ministerial da Igreja. E o nosso desafio é plantar essa semente no coração das nossas crianças e jovens para que venham a ser cristãos adultos conscientes e comprometidos com a sua fé.</p>
<p>Nenhuma pessoa realmente feliz anda pelos cantos carrancuda e de mal com a vida. Um rosto alegre contagia e é um grande testemunho da alegria que brota do seguimento de Cristo. Se a vida consagrada, os ministérios ordenados e não ordenados testemunhassem no dia a dia, com alegria e serenidade no rosto, de que Cristo vale a pena, certamente teríamos mais vocações para toda a nossa Igreja.</p>
<p><em><strong>Pe. Girley de Oliveira Reis, MSC, trabalha na Diocese de S. Gabriel da Cachoeira/AM</strong></em></p>
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