Revista de Nossa Senhora
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Caro Leitor (a),

Publicado em 11 de dezembro de 2012 / Reportagens >

Mês passado, 11 de outubro, começamos a celebrar o Ano da Fé, lembrando os 50 anos do Concílio Vaticano II, bem como os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. É tempo de ler, reler e alimentar-se das riquezas que os Padres conciliares, inspirados pelo Espírito Santo, nos deixaram na forma de Constituições, Decretos e Declarações.

Todos estamos de acordo em que, sem demérito de tudo o que foi publicado, dois são os documentos fundamentais que saíram desse grande evento eclesial: a “Lumen Gentium” (Luz dos Povos) e a “Gaudium et Spes” (Alegria e Esperança), tratando, respectivamente, da Igreja, Povo de Deus, e sua atitude de diálogo com o mundo, interessada em envolver-se com os problemas e soluções referentes à fome, à liberdade, à justiça e à paz.

- E Maria? O que o Concílio nos ensina a respeito da Mãe de Deus?

- Caro leitor(a), há toda uma história envolvendo a figura de Nossa Senhora. Ora, como acontece em todo o grupo humano, há sempre duas ou mais correntes ou tendências , apressadamente denominadas progressistas e conservadoras. Os conservadores, minoria na assembleia, esperavam que o Concílio proclamasse um novo dogma ou ao menos um documento especial sobre Maria. Contudo, após dias de debate e várias votações, os Padres conciliares decidiram que não haveria dogma novo nem documento especial. Dizem os cronistas que, após o último escrutínio, muitos bispos choravam … Maria, a mãe da unidade se tornava pomo de discórdia no Concílio … Evidente que todos concordavam com os privilégios da mãe de Jesus, mas em atenção aos esforços ecumênicos, a fim de não suscitar susceptibilidades entre os irmãos evangélicos que, num passado recente, criticavam o maximalismo católico no culto mariano, houveram por bem votar negativamente.

Em compensação, o importante documento da “Lumen Gentium”, reservou um lugar de honra à Mãe de Deus, que ocupa todo o último capítulo, coroamento desta magnífica constituição eclesial. Independentemente de todas as tendências e devoções particulares, ali o Concílio, de modo admirável nos propõe o essencial, tudo aquilo que devemos saber e crer a respeito de Maria.

Nossa revista tem trazido alguns textos sobre o Vaticano II, esperando que vocês, caros leitores, possam apreciá-los, entrando em sintonia com o espírito de renovação que impregna todas as contribuições do Concílio.

A REDAÇÃO

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