Não sei se vocês têm costume de colecionar os números de nossa revista, mas se tiverem, procurem o Editorial do número de julho de 2012, e leiam novamente o que escrevemos a respeito de nossa identidade missionária. Desde os primórdios, nosso Fundador, o Padre Júlio Chevalier, lutou com todas as suas forças, até mesmo contrariando seu Conselho, para que a Congregação enviasse missionários para as regiões desafiadoras do Pacífico, mais precisamente a Nova Guiné.
Lembramos o sonho do El Dorado, as missões no Equador, na América do Sul, onde em fins do século 19, padres franceses lá estiveram durante sete anos, uma obra aparentemente fracassada, mas que ainda assim produziu muito fruto de salvação. E recordávamos também, com alegria, a volta ao Equador, quase 100 anos depois, de missionários brasileiros que iniciavam um novo trabalho naquele belo país dos Andes. E entre esses pioneiros, focalizávamos a figura de nosso confrade, Padre Antônio Carlos de Meira, que depois de 13 anos, evangelizando comunidades indígenas nos páramos a mais de 3 mil metros de altitude, aceitou o novo desafio de descer até o litoral quente e úmido de Porto Viejo, em meio a uma população pobre e desassistida, reiniciando uma nova vida com o mesmo zelo e o mesmo ardor missionário.
Pois bem, caros leitores, nosso grande missionário, no último dia 29 de novembro, veio a falecer, no vigor de seus 50 anos. Foi juntar-se aos antigos confrades da mesma cepa, Navarre, Verjus, Boismenu e tantos outros que, do outro lado do mundo, mas com o mesmo espírito, há 130 anos, abriram caminhos para essa brilhante epopeia missionária.
Que lá do alto, onde foi receber a recompensa dos justos, Padre Antônio Carlos peça a Deus para que jamais deixemos apagar essa chama acesa pela inspiração de nosso Fundador, Padre Júlio Chevalier.
A REDAÇÃO