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	<title>Revista de Nossa Senhora &#187; Setembro &#8211; 2013</title>
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	<description>Revista de Nossa Senhora</description>
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		<title>Imagem visita Paróquia São Miguel Arcanjo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Sep 2013 12:44:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro - 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Sagrado Coração realizou mais uma visita paroquial. De 24 de agosto a 01 de setembro, ela visitou as comunidades da Paróquia São Miguel Arcanjo]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Sagrado Coração realizou mais uma visita paroquial. De 24 de agosto a 01 de setembro, ela visitou as comunidades da Paróquia São Miguel Arcanjo – localizada no bairro Jardim da Conquista (Travessa Pé de Manacá nº 57, próxima a Av. Jacú-Pêssego).</p>
<p>Agradecemos a toda Paróquia São Miguel Arcanjo pela acolhida da Imagem Peregrina de Nossa Senhora do Sagrado Coração e de nossos padres Missionários do Sagrado Coração que realizaram as santas missas. Agradecemos também ao Frater José Eduardo Paixão mSC, seminarista que faz uma bela atividade na Paróquia São Miguel Arcanjo e se empenhou bastante na concretização dessa semana especial de oração.</p>
<p>A todos, nossas gratas orações por essa tão feliz visita!</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1175" alt="1185042_493156790778728_1348778416_n" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2013/09/1185042_493156790778728_1348778416_n.jpg" width="610" height="371" /> <img class="alignleft size-full wp-image-1174" alt="1233502_10200365395288244_1471822014_n" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2013/09/1233502_10200365395288244_1471822014_n.jpg" width="610" height="405" /></p>
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		<title>Edição Setembro de 2013</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 13:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro - 2013]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1158" alt="capa-setembro" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2013/08/capa-setembro.jpg" width="240" height="324" /></p>
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		<title>Uma resposta de FÉ</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 13:40:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro - 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem bem absorvemos as ricas e variadas mensagens da Jornada Mundial da Juventude e já Nos encontramos a celebrar, como todos os anos, o mês das vocações no Brasil. De fato, a própria JMJ já teve também um forte apelo vocacional. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1149" alt="interna1" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2013/08/interna1.jpg" width="250" height="211" />Nem bem absorvemos as ricas e variadas mensagens da Jornada Mundial da Juventude e já Nos encontramos a celebrar, como todos os anos, o mês das vocações no Brasil. De fato, a própria JMJ já teve também um forte apelo vocacional. Muitos jovens participantes, certamente, sentiram, de maneira forte, a voz interior para viver bem a vida, não importando qual estado de vida.</p>
<p>A primeira vocação é o chamado de Deus à vida e a vivê-la na correspondência ao desígnio de Deus. A isso, o papa Francisco exortou os jovens de muitas maneiras, quando os encorajou a não perderem a esperança, a não se conformarem com o consumismo e o hedonismo, a terem a coragem de ir contra a corrente, a serem solidários&#8230; Viver, humanamente, de forma plena e frutuosa, também é parte da vocação à fé e à vida cristã. O papa Francisco exortou os jovens a serem protagonistas de um mundo novo.</p>
<p>Agosto, mês das vocações, no Ano da Fé: que há de novo nisso? As vocações, na Igreja de Cristo, não são compreensíveis a não ser à luz da fé. O que dá sentido à vida do Padre e à sua dedicação “às coisas de Deus?” Por qual motivo alguém parte para as missões no meio de povos que não conhece e a eles dedica sua existência inteira? O que explica alguém consagrar sua vida inteiramente a Deus, já neste mundo, vivendo desapegado de coisas boas que a vida oferece? Como explicar que jovens continuem a casar e casais vivam, mesmo com dificuldades, um casamento fiel, santo e sintonizado com a vontade de Deus?</p>
<p>A resposta é só uma: a fé, como resposta a Deus, fruto de uma profunda experiência de Deus. A fé verdadeira faz perceber a vida a partir de um horizonte novo, que não despreza o horizonte das realidades humanas e das deste mundo; a fé é uma luz sobrenatural que se irradia sobre toda a realidade e a faz conhecer a partir do olhar de Deus. Não é por acaso que o título da encíclica do papa Francisco sobre a fé é: Lumen Fidei – A Luz da Fé. A fé, dom de Deus, dom sobrenatural, dá uma capacidade que vai além da nossa natureza. Na Carta aos Hebreus lemos que “a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera; é a convicção a respeito de realidades que não se veem” (Hb 11, 1).</p>
<p>Sem fé, não há vocação sacerdotal ou religiosa, nem vocação ao matrimônio ou verdadeira vocação laical. “Sem a fé, é impossível agradar a Deus, pois é preciso crer que Ele existe e recompensa os que dele se aproximam”, diz ainda a Carta aos Hebreus (11, 6). A vocação, no sentido cristão e eclesial, nasce e se desenvolve no diálogo da fé, na consciência das pessoas, no ambiente de oração, de escuta da Palavra de Deus e da prática da vida cristã. Sobre isso, falou de maneira magistral o beato João Paulo II, na Exortação Apostólica pós-sinodal “Pastores dabo vobis” &#8211; Dar-vos-ei Pastores&#8230;</p>
<p>Muitas vezes se pergunta: Por que as vocações diminuem? Por que não despertam novas vocações sacerdotais e religiosas? As respostas podem ser várias, mas a principal é esta: por causa da generalizada crise religiosa e da crise de fé. A abundância de religiosidades ainda não significa abundância de fé cristã. Sem um clima de fé nos vários ambientes que formam e marcam as pessoas, dificilmente surgem vocações; a fé, experimentada e vivida pessoal e eclesialmente, torna possível o surgimento das vocações.</p>
<p>A vida na fé, consciente, serena e alegre, faz perceber e valorizar o chamado de Deus; ao mesmo tempo, torna possível cultivar e manter uma ordem de valores e escolhas na vida, para perseverar na resposta ao chamado de Deus. A conclusão necessária, pois, parece-me ser esta: ajudar os jovens a terem uma boa iniciação à vida cristã, como “vida na fé”, nos vários ambientes em que eles vivem. Mas, sobretudo, nos espaços da família e da comunidade eclesial. Isso ainda é possível? A JMJ foi uma amostra dessa possibilidade.</p>
<p><strong>Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal Arcebispo de São Paulo.</strong></p>
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		<title>Evangelho de João:O Fracasso da cruz</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 13:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro - 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de mostrar como a comunidade deve ser fortalecida, João ajuda a comunidade a entender a crucifixão de Cristo. Quando falamos da morte de Jesus, não estamos procurando culpados.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de mostrar como a comunidade deve ser fortalecida, João ajuda a comunidade a entender a crucifixão de Cristo. Quando falamos da morte de Jesus, não estamos procurando culpados. Não podemos nos colocar no lugar de quem julga e condena os seus adversários. No entanto, percebemos que Jesus sempre que necessário, criticou severamente os erros da sociedade, principalmente das lideranças. Fez isto por amor ao seu povo e por sua fé. O povo judeu que o conheceu, em sua grande maioria, sentia-se entusiasmado com suas palavras e ações, mas não se comprometia com sua causa. Era um povo desorganizado, sem voz, sem vez e sem acesso à informação.</p>
<p>As lideranças do judaísmo eram sensíveis ao que podia ameaçar a identidade judaica. Muitos desses líderes sentiam-se incomodados e ressentidos com Jesus e sua postura.</p>
<p>As autoridades romanas ocupavam a Judéia política e militarmente, pois eram encarregadas da segurança do Império. Elas reprimiam tudo o que pudesse ser risco para a ordem pública. Geralmente não entendiam as discussões e brigas dos judeus.</p>
<p>A prisão (18,1-11) e o processo religioso de Jesus (18,12 a 19,16) mostram a preocupação de Anás, sogro do sumo sacerdote Caifás, com relação aos discípulos, o futuro do movimento (18,19) e dos ensinamentos de Jesus, que poderiam dividir o judaísmo.</p>
<p>O processo político, que interessa mais ao evangelista, é uma forma de afirmar diante da potência que dominava tudo, a diferença entre o Império Romano e o Reinado de Deus. No centro da narrativa da paixão se encontra a realeza de Jesus: ele é coroado de espinhos, vestem-lhe um manto vermelho, zombam dele dizendo “Salve, rei dos judeus” e há uma solene apresentação para o povo: “Eis o homem”.</p>
<p>Pilatos admite duas vezes esta realeza e escreve, em tom de zombaria sobre a cruz, o letreiro em três línguas. Quer dizer: Jesus é condenado por ser rei. Para o povo judeu as palavras Messias (palavra em hebraico) e Cristo (em grego), cuja tradução é “Ungido”, fazem referência ao rei. Uns esperavam um chefe político e militar ou um sumo sacerdote-rei que devolveria ao povo sua liberdade e independência. Para Pilatos dizer que “Jesus é rei” é admitir um rival para o Imperador. E para Jesus? Para Jesus o papel do messias era outro: em nome de seu Pai promover uma convivência humana, digna e justa, sem excluídos ou oprimidos, estando a serviço da defesa da vida. Jesus não usou o título Messias/Cristo por prestar-se a mal-entendidos. Somente a Igreja nascente, à luz de sua ressurreição e glorificação, passou a chamá-lo com este adjetivo.</p>
<p>Numa sociedade teocrática, em que o poder era exercido em nome da religião, a postura de Jesus mexeu com todas as estruturas, tornando-se um perigo para os líderes judeus e para os romanos.</p>
<p>Em sua crucifixão (19,28-30) todos o abandonam. Só um pequeno grupo permanece ao pé da cruz. Para João, a crucifixão é a “Hora” de Jesus e sua glorificação, ou seja, manifestação do seu amor. De pé permanece sua mãe, símbolo da Igreja, e o discípulo amado, modelo de todo aquele que quer seguir o Senhor. Na cruz, Jesus nos entrega o Espírito Santo. Para João a crucifixão é a morte de Jesus, sua glorificação (ressurreição) e ao mesmo tempo Pentecostes (19, 30). Depois de morto (19,31-42), o golpe da lança faz brotar do seu lado sangue e água, os sacramentos fundamentais da Igreja: batismo e eucaristia (v.34).</p>
<p><em><strong>Pe. Paulo Roberto Gomes, MSC é teólogo e pároco da Comunidade São Gonçalo, em São Gonçalo, RJ.</strong></em></p>
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		<title>Vamos ouvir a Igreja?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2013 13:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[claudete@jotac]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Setembro - 2013]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quase 25 anos, pertenço a uma comunidade católica cujo carisma é a obediência. Em detalhes: “obediência amorosa e incondicional à Igreja”. Por isso mesmo, encaro sempre com certo espanto a atitude – cada vez mais frequente ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1152" alt="intern21" src="http://www.revistadenossasenhora.com.br/wp-content/uploads/2013/08/intern21.jpg" width="250" height="188" />Há quase 25 anos, pertenço a uma comunidade católica cujo carisma é a obediência. Em detalhes: “obediência amorosa e incondicional à Igreja”. Por isso mesmo, encaro sempre com certo espanto a atitude – cada vez mais frequente – daqueles que se julgam no direito de contestar (ou ignorar) a voz da Igreja de Jesus Cristo. Como no caso daquela freira que, ao ouvir falar de nosso carisma, fez cara de nojo e exclamou: &#8211; “Obedecer à Igreja?! Mas é a Deus que nós devemos obedecer!”</p>
<p>Claro: é mais fácil obedecer aos deuses que habitam a ionosfera ou as escarpas do Olimpo do que obedecer ao Deus que fala por mediações humanas, como o coordenador de equipe, o senhor vigário, o excelentíssimo bispo diocesano ou um simples pai de família. O fato de serem essas mediações pessoas imperfeitas e pecadoras de nenhum modo lhes tira o caráter de falarem em nome de Deus.</p>
<p>Caso concreto de desobediência franca (e descarada) ocorre em relação ao Concílio Vaticano II, quando os Padres conciliares, iluminados pelo Espírito, produziram documentos solenes sobre a Igreja, sua natureza e missão, sua liturgia, suas relações com as outras religiões, a situação dos fiéis na cidade dos homens etc. Prontamente ergueram-se vozes dissonantes para discordar do Magistério eclesial ou, no mínimo, fazer a pergunta desajeitada: “Posso desconsiderar o Vaticano II?!”</p>
<p>No prefácio de seu livro [O que diz o Concílio Vaticano II, Ed. Cultor de Livros, São Paulo, 2012, 102p.], minha amiga Margarida Hulshof parte dessa constatação:</p>
<p>“O Concílio Vaticano II foi, sem dúvida alguma, um acontecimento extraordinário, que marcou profundamente os rumos de nossa Igreja. Mas tem sido também alvo de muitas controvérsias, debates e críticas. Tem sido, muitas vezes, mal interpretado, e usado como pretexto para diversos tipos de desvios e rebeldias que ele, na verdade, não autoriza.”</p>
<p>Margarida tem razão. Boa parte desses críticos nem chegou a ler (menos ainda: a meditar em oração) a íntegra dos documentos conciliares. Basta que um parágrafo desminta a vertente ideológica do eventual leitor para que este sofra um acesso de alergia intelectual e sua língua destile o veneno da rebeldia.</p>
<p>Escreve a Autora: “Algumas vezes, essa ‘rebeldia’ se manifesta na forma de um apego exagerado à tradição anterior ao Concílio, como se toda e qualquer renovação posterior a ele fosse prejudicial à Igreja e devesse ser combatida, ainda que à revelia da legítima autoridade.”</p>
<p>Aí está o nervo exposto. Em tempos de individualismo sem freios, a simples menção de uma “autoridade” desencadeia a síndrome de Gênesis 3: eu mesmo decido o que é bom e o que é mau&#8230; Ora, diante de uma Igreja que é Mãe e Mestra (ah! que saudade de João XXIII!), o fiel só pode agir como filho e discípulo. Mãe é para ser amada, não acusada nem condenada.</p>
<p>Essa recusa de uma atitude filial pode explicar muitas defecções, muitas resistências, muitas heresias. Procura-se por uma Igreja à moda da casa, uma Igreja “do meu jeito”, uma Igreja que se adapte à minha filosofia, à minha moral particular, a minhas comodidades. Não admira que muitos batizados andem saltando de galho em galho, em autêntica ginástica religiosa, passando de Igreja em Igreja, em busca da versão mais fácil do Evangelho.</p>
<p>Convido o leitor a examinar com atenção o novo livro de Margarida Hulshof. Com disciplina e carinho, ela nos fornece um resumo eficiente dos documentos conciliares – que a grande massa de fiéis ainda ignora – e nos ajudará a degustar com gratidão esse rico acervo de doutrina, alimento seguro para nossa caminhada entre pedras e espinhos.</p>
<p>Alguns vêm pedindo por um Vaticano III. Tudo bem. Mas não seria o caso de, antes, viver o Vaticano II?</p>
<p><em><strong>Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.</strong></em></p>
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